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Umuarama: Professores participam da Fertbio 2010

Publicado em: 14/10/2010 às 14:15

Com 1.600 temas de pesquisas expostos, evento realizado em Guarapari/ES reuniu pesquisadores de todo o Brasil. Unipar levou dois trabalhos

Os professores Odair Alberton, Glaciela Kaschuk e Mariângela Hungria

Os professores da Universidade Paranaense, Glaciela Kaschuk, coordenadora do curso de Engenharia Agronômica, Odair Alberton e Mariangela Hungria, do mestrado em Biotecnologia Aplicado à Agricultura, participaram em Guarapari/ES do Fertbio 2010, um importante evento que discute solo (entre 13 a 17/9).

Composto pela 29ª Reunião Brasileira de Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas, 13ª Reunião Brasileira sobre Micorrizas, 9º Simpósio Brasileiro de Microbiologia do Solo e 8ª Reunião Brasileira de Biologia do Solo, reuniu pesquisadores de todo o Brasil e uma exposição de aproximadamente 1600 paineis, mostrando resultados de pesquisas nas áreas de fertilidade e biologia do solo, fisiologia e nutrição de plantas.

Os professores da Unipar apresentaram dois estudos sobre os efeitos dos usos agrícolas na biomassa microbiana do solo em ecossistemas brasileiros. Eles mostraram as consequências negativas da agricultura mal planejada aos micro-organismos benéficos do solo, que têm papel fundamental na sustentabilidade da produção agrícola.

A pesquisa ‘Três décadas de estudos sobre a biomassa microbiana do solo nos ecossistemas brasileiros: Lições aprendidas sobre qualidade do solo e indicadores de sustentabilidade’, realizada por Odair Alberton, já havia sido publicado no início do ano em versão inglesa na revista científica internacional ‘Soil Biology & Biochemistry’, a mais prestigiada da área. Segundo estatísticas da própria revista, o artigo havia ficado entre os 10 mais requisitados no primeiro semestre de 2010.

O outro estudo, ‘Quantificando os efeitos de diferentes usos agrícolas na biomassa microbiana do solo nos biomas brasileiros’, apresentado por Glaciela Kaschuck, foi publicada na mesma semana do evento na revista ‘Plant and Soil’, também entre as mais prestigiadas da área. Esse estudo mostra que os efeitos da agricultura mal planejada são mais severos na biomassa microbiana nos solos dos Cerrados e da Amazônia, justamente onde se encontram as novas fronteiras agrícolas do país.

“Além de mostrar os nossos trabalhos, participamos de dezenas de palestras e visitamos a exposição de painéis, onde pudemos ver o quanto avançamos em termos de pesquisa. Foi um evento muito produtivo”, diz Glaciela Kaschuk.

Segundo ela, uma das questões mais importantes discutidas durante o evento foi o fato de o Brasil ser o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo, perdendo apenas para a comunidade Europeia e os Estados Unidos, segundo a Organização Mundial do Comércio. “Entretanto, mais de 80% dessa produção depende da importação de fertilizantes, principalmente da Rússia, Marrocos e Canadá”, observa a professora.

“A dependência brasileira na importação de fertilizantes mostra a relevância dos cursos de Engenharia Agronômica e do mestrado em Biotecnologia Aplicada à Agricultura da UNIPAR, que seguem projetos pedagógicos voltados a preparar os futuros profissionais da área agronômica para melhorar a eficiência do uso de fertilizantes pelas plantas, bem como usufruir dos processos biotecnológicos do solo, tais como a fixação biológica de nitrogênio e os fungos micorrízicos, temas desenvolvidos por professores da instituição”, ressalta Glaciela Kaschuck.

Para a participação, a professora Glaciela Kashuck contou com ajuda de custo do PICD (Programa Institucional de Capacitação Docente) da UNIPAR.

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