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NOTÍCIA

Cascavel realiza 2ª edição da Liga de Estudos de Enfermagem Intensiva

Publicado em: 31/07/2020 às 16:00

Neste ano, palestras aconteceram de forma remota; foram temas ventilação mecânica, intoxicação, emergências pediátricas, exames laboratoriais e processo de Enfermagem em UTI

2ª edição da Liga de Estudos de Enfermagem Intensiva, aulas são realizadas remotamente
2ª edição da Liga de Estudos de Enfermagem Intensiva, aulas são realizadas remotamente
2ª edição da Liga de Estudos de Enfermagem Intensiva, aulas são realizadas remotamente
2ª edição da Liga de Estudos de Enfermagem Intensiva, aulas são realizadas remotamente

Expandir o conhecimento, formar profissionais qualificados e cidadãos conscientes. Com esse interesse, a Universidade Paranaense – Unipar segue seu calendário de eventos diferenciados. Um deles foi a LEEI (Liga de Estudos de Enfermagem Intensiva), da Unidade de Cascavel, realizada por videoconferência.

 

Estudantes de todas as séries prestigiaram o evento, que está na segunda edição. A coordenadora do curso, professora Débora Girardello, explica que a Liga é um projeto de extensão que nasceu do desejo dos alunos: “O projeto integra alunos do 4º e 5º anos e surgiu para ampliar a difusão e o debate de assuntos específicos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Já foi sucesso no ano passado, quando trabalhamos sobre enfermagem psiquiátrica, traumas intra e extra-hospitalar”.

Também participaram alunos de escolas de cursos técnicos de Enfermagem e profissionais da área hospitalar. Nesta edição, o evento recebeu também palestrantes de fora e contemplou temas diversos, escolhidos pelos participantes do projeto.

A abertura foi com um convidado de Londrina, coordenador do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), enfermeiro Cleiton Santana. O profissional falou sobre ventilação mecânica, tema em alta neste momento, devido à covid-19. Com experiência diária em ventilação de pacientes, Santana apresentou parâmetros, explicou como instalar o aparelho de ventilação, como fazer, o que ligar, tipos existentes, e como se dá a atuação em equipe multidisciplinar.

Convidada para trazer sua experiência no doutorado, a professora Camila Ribeiro falou sobre atendimento ao paciente crítico, vítima de intoxicação. A professora explicou que intoxicação é a manifestação clínica do efeito nocivo, resultante da interação de uma substância química com um organismo vivo, sendo este processo evidenciado por sinais e sintomas ou mediante dados laboratoriais.

Para ela, abordar a temática faz-se necessário, considerando que estes casos podem ser graves, com longo período de internação em UTI, além de demandarem conhecimentos específicos dos enfermeiros para uma abordagem correta e eficaz.

Também abordou sobre os agentes tóxicos que causam intoxicações, com foco para os agrotóxicos: falou do “chumbinho” (inseticida carbamato que é vendido clandestinamente no Brasil e causa intoxicações graves), dos produtos químicos de uso industrial, medicamentos psicofármacos e também dos acidentes por animais peçonhentos, como aranhas, escorpiões e serpentes; e sobre o manejo do paciente crítico vítima de intoxicação em UTI, utilizando estudos de casos clínicos, a administração da soroterapia heteróloga e as reações adversas mais comuns.

Outro tema diferenciado foi emergências pediátricas, trazido pela professora Daisy Rodrigues. Sua ênfase foi nos acidentes que ocorrem na infância e resultam em urgências e emergências. Segundo aponta, os acidentes mais comuns são queda, queimadura, afogamento, engasgo e sufocamento. “A assistência sendo realizada de forma adequada e ágil pode evitar complicações e sequelas, portanto, é fundamental que o enfermeiro esteja capacitado para a assistência e para realizar educação em saúde com a população, para que saibam como reagir diante de uma situação de urgência”, enfatizou.

Durante a palestra também foi abordado o manejo da RCP (Reanimação Cardiopulmonar) ou RCR (Reanimação Cardiorrespiratória) no neonato, lactente e na criança, baseado nas diretrizes vigentes publicadas pela AHA (American Heart Association). Daisy ainda apontou os sinais de alerta para a identificação de uma parada cardiorrespiratória na criança.

Já a temática sobre exames laboratoriais em UTI ficou a cargo da enfermeira Carine Feldhaus, de Foz do Iguaçu. Concursada, a profissional compartilhou sua experiência com exames laboratoriais na visão do paciente intensivo da UTI, relatando os principais parâmetros, como manusear esse paciente, como fazer a manutenção de algum parâmetro alterado e o que o parâmetro alterado diz enquanto aspecto clínico do paciente.

Sobre o processo de Enfermagem em terapia intensiva, quem ministrou aula foi a professora Aluana Moraes. A docente falou sobre a importância da organização do trabalho da Enfermagem, destacando que o processo de Enfermagem segue etapas inter-relacionadas, mas tem uma sequência, que envolve a avaliação – exame físico e anamnese, análise dos exames laboratoriais, levantamento de diagnóstico, planejamento, processo de prescrição de Enfermagem e execução dessa prescrição. “Falar em processo de Enfermagem é fundamental, principalmente nos anos iniciais da graduação, para que o futuro profissional já compreenda a responsabilidade da atuação e saiba que levantar o diagnóstico de Enfermagem é privativo do enfermeiro e, enquanto profissão, isso é fundamental”, pontua.

A professora complementa que a UTI tem paciente crítico, grave, vulnerável, e saber fazer o detalhadamente do processo de Enfermagem nesse ambiente é essencial para qualificar a assistência e promover a segurança do paciente.

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