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NOTÍCIA

Cenas de um crime: Perito apresenta detalhes de área de atuação do biomédico

Publicado em: 23/06/2020 às 15:00

Da capital, Thiago Massuda fez bate-papo com acadêmicos, compartilhou sua experiência em local de crime, falou sobre o concurso público e habilidades profissionais

Os biomédicos Thiago Massuda e Raphael Sahd falam sobre atuação na perícia criminal

Investigar as cenas de um crime em busca de evidências que auxiliem na resolução das ocorrências criminais. Esse é o papel do perito criminal, profissão que foi apresentada com mais detalhes em palestra/live, promovida nos últimos dias pela Universidade Paranaense – Unipar/Cascavel. O assunto foi abordado pelo perito da Polícia Científica do Paraná, Thiago Massuda, direto de Curitiba. O evento foi organizado pelo curso de Biomedicina e conduzido pelo coordenador, professor Raphael Sahd.

Massuda atua no levantamento do local de crime, incluindo registros fotográficos, e também é presidente do CRBM6 (Conselho Regional de Biomedicina 6ª região). Na live, ele compartilhou sua experiência profissional e falou sobre formação acadêmica necessária para exercer a função de perito criminal, obrigatoriedade de concurso público, atenção à descrição da vaga no edital do concurso, habilidades do profissional e aspectos da área forense.

“Existem estados que a perícia se encontra vinculada à Polícia Civil, em outros estados não; a estrutura é independente, como é o caso do Paraná”, informou, mencionando que para perito criminal do Estado do Paraná não há previsão de concurso. “Quem quer atuar com perícia tem que estar preparado para qualquer estado, tendo como possibilidade 27 unidades da federação”, lembrou.

Sobre a funcionalidade do serviço no Brasil e no exterior, Massuda explicou que para cada estado ou país existe uma estrutura própria. Em sua abordagem, o palestrante aconselhou aos interessados a não se limitar às possibilidades do cargo.

Passo a passo, destacou como inicia a perícia na área de local de crime, como acontece a coleta de vestígios e quando as evidências precisam ser processadas em laboratório. Dentre as áreas laboratoriais, citou a toxicologia, DNA, química e o campo da computação. “Essa última é considerada uma perícia cuja demanda cresceu muito, pois, em um crime, é difícil não deixar um rastro cibernético”, frisou.

Outros laboratórios que asseguram informações importantes foram apontados por Massuda, como a parte de balística e de munição. “O perito presta informações de caráter científico, é a ciência a serviço da justiça, e cada setor vai contribuir na sua área de formação”, ponderou.

Em interação com o público, questionado sobre os sentimentos envolvidos na execução do trabalho, revelou que é preciso trabalhar de maneira técnica e criar mecanismos de defesa para proteger o emocional, como em casos que envolvem crianças, atrelados à violência sexual e pedofilia. “As cenas impactam e geram impressões negativas de possibilidades que o ser humano pode chegar”, desabafa, além de elucidar sobre os riscos e periculosidade do trabalho e, em contrapartida, todo o cuidado da equipe com a segurança um do outro.

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