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NOTÍCIA

Paranavaí: Projeto de extensão assiste portador de doença crônica

Publicado em: 28/09/2010 às 11:15

Alunos de Enfermagem realizam visitas domiciliares e prestam assistência ao doente e sua família

Aluno realiza atendimento domiciliar a paciente
Prestar assistência e proporcionar interação paciente-enfermeiro é um dos objetivos do projeto

Ampliar os benefícios das ações sociais que realiza. Com este objetivo o curso de Enfermagem da Universidade Paranaense – UNIPAR, Campus Paranavaí, investe no projeto de extensão ‘Assistência de Enfermagem ao Portador de Doença Crônica e sua família’. Como o nome diz, o projeto tem como proposta levar assistência ao portador de doença crônica, repassando informações e apoio também à família.

Sob coordenação da professora Simone Cristina Baggio, a equipe de estagiários desenvolve atividades com a comunidade da área de atendimento do Centro de Saúde Escola (CSE). Visitas domiciliares são realizadas pelos envolvidos. “O projeto tem como objetivo desenvolver ações de promoção à saúde dos indivíduos doentes crônicos e sua família, bem como colaborar com as ações de saúde desenvolvidas pelo CSE e com a formação acadêmica do futuro enfermeiro”, explica a professora.

Segundo ela, o controle das doenças crônicas está intimamente ligado a mudanças de maus hábitos de vida. Para evitar progressão da doença, os estudantes ensinam o paciente e as pessoas que o cercam a se alimentarem corretamente, recomendam exercícios físicos regulares e aconselham o abandono do tabagismo e alcoolismo. Também esclarecem sobre a importância do controle emocional, bem como o uso recomendado e sistemático da medicação.

“Desta forma, a família passa a ser o centro do cuidado, pois a situação de saúde/doença de um dos membros da família acaba afetando diretamente a saúde familiar”, diz a professora. As informações obtidas nas visitas e procedimentos realizados são anotados no prontuário do paciente na Unida de Saúde.

A professora explica que o grupo procura conhecer a realidade do doente crônico e de sua família, por meio das visitas domiciliares, com o intuito de promover saúde e, assim, contribuir com a prática discente e profissional do futuro enfermeiro, integrando-o às práticas do ensino. “É fundamental que tenhamos a consciência de que o domicílio, quando disponibilizado pela família, representa uma continuidade do campo de trabalho, sendo extremamente importante para o crescimento do nosso aluno; as visitas transformam-se em estudos de caso, gerando debates que favorecem a construção do ensino-aprendizagem pelo próprio aluno”, ratifica.

O grupo segue especialistas renomados da enfermagem, que defendem que “a visita domiciliar é considerada um importante instrumento para conhecer o núcleo familiar do doente crônica, passando a ser uma importante estratégia de cuidado, que mobiliza a participação da família e gera avanço do conhecimento”.

Também relevam as teorias que defendem que a visita domiciliar reúne tecnologias leves a serem estudadas e desenvolvidas. São elas: “A observação, indicando a atenção aos detalhes dos fatos e relatos apresentados durante a visita; a entrevista, implicando o diálogo com a sua devida finalidade e não apenas uma conversa empírica; e o relato oral ou história, espaço onde as pessoas revelam como dão sentido às suas vidas, dentro dos limites e da liberdade que lhes são concedidos”.

Ela explica que toda implementação e elaboração das ações em saúde voltadas ao controle das DCNT e promoção da saúde dos indivíduos acometidos juntamente com a sua família, visam uma qualidade de vida a essa população antiga da saúde pública que às vezes permanece esquecida pelas equipes de saúde por serem considerados crônicos e sem expectativa de cura.

“Deste modo, se faz necessário que os profissionais da saúde estejam cada vez mais preparados através da busca incessante de conhecimentos e transferindo informações na forma de orientação e treinamento aos doentes crônicos e suas famílias conforme suas necessidades e possibilidades contribuindo com a promoção da saúde e a proteção a vida dando-lhes melhores condições de vivência e convivência”.

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