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Mestrado: Biofilme para proteger alimentos é tema de dissertação

Publicado em: 01/09/2010 às 16:45

Feito com amido de mandioca, o material biodegradável e comestível promete aumentar o tempo de prateleira de frutas, verduras e legumes

Estudos incluem morango: conservação por mais tempo é o objetivo
Aluno e professor no laboratório: biofilmes devem diminuir custos de armazenamento

Nos últimos anos, a Universidade Paranaense – Unipar vem aumentando o incentivo a pesquisas voltadas à proteção ambiental. Professores e estudantes que participam de programas de iniciação científica têm correspondido, com vários estudos. Um dos mais atuantes nesta área, o professor doutor Douglas Dragunski, está concentrado em testes com embalagens biodegradáveis.

Um de seus orientandos, o mestrando Maurício Franco, estuda a utilização de biofilme de amido de mandioca modificado para proteção de frutas e legumes. Os resultados de um experimento com uvas já foram apresentados em evento nacional (na 33ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química, em Águas de Lindoia) e, por serem promissores, tiveram grande repercussão (ler box).

Agora eles seguem realizando testes com morangos, maçãs e tomates. “Temos o término dos estudos previsto para março do ano que vem”, informa Dragunski. Com esse material, a dupla quer ver se é possível aumentar o tempo de prateleira desses alimentos perecíveis quando revestidos em biofilmes (dispensando, assim, as embalagens plásticas).

“A população mundial cresce cada vez mais e exige maior quantidade de alimentos; o Brasil é o campeão em desperdício; após a colheita, frutas, legumes têm pouco tempo de prateleira, estragam rápido. Queremos ajudar a resolver esse problema”, explica Dragunski.

O estudo também traz benefícios ao produtor e ao meio ambiente. Já existem técnicas para aumentar o tempo de prateleira de alimentos minimamente processados, mas provocam poluição ambiental em decorrência da utilização de plásticos. “Estamos tentando criar uma embalagem biodegradável, que poderá até vir a ser comestível, por conter gelatina”, afirma o estudante do mestrado em Biotecnologia Aplicada à Agricultura da Unipar.

Engenheiro agrônomo da Emater, Maurício Franco diz querer aperfeiçoar seus conhecimentos técnicos. “Me identifiquei com os objetivos deste projeto, por isso estou investindo nele”, salienta, observando que a inspiração veio de uma pesquisa do professor. Em seu doutorado, Dragunski desenvolveu estudo sobre filmes de amido e suas finalidades.

Destaque nacional O estudo do professor Dragunski e de Franco foi apresentado no evento mais importante da Sociedade Brasileira de Química (SBQ) e ganhou grande projeção: acabou como destaque entre os mais de 2.800 trabalhos.

“Para nós foi uma surpresa. O químico muitas vezes realiza o estudo, mas não dá aplicação imediata... nós tivemos a chance de fazer isso”, comenta Dragunski. “O mestrado começa a ser visto de forma diferente, a receber destaque e maior confiança”, emenda Franco.

Professor e aluno têm planos para prosseguir os estudos. “Primeiro estamos nos preparando para publicação de artigos científicos; depois vamos montar formulações para incrementar o biofilme e ver a possibilidade de o produtor utilizá-lo na prática”, informam, acreditando que “o produtor vai gastar menos com embalagem e seus produtos terão maior duração. Isso agregará mais valor ao produto”.

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