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NOTÍCIA

Cascavel: Aula Magna ‘questiona’ o profissional do futuro

Publicado em: 13/05/2010 às 10:03

Alunos de Arquitetura, Engenharia Civil, Matemática e Sistemas de Informação puderam refletir sobre estar atento às mudanças tecnológicas, que englobam e modificam o perfil das profissões

Doutor Raul palestra para turmas de Arquitetura, Engenharia Civil, Matemática e de Sistemas de Informação
Gincana entre cursos arrecada latas de leite para entidades de Cascavel
Ao centro, o palestrante, ladeado pelos professores Marivane Martin, Giani Ito, Gustavo Savaris e Emerson

A Universidade Paranaense – UNIPAR, Campus de Cascavel, reúne alunos dos cursos de Arquitetura, Engenharia Civil, Matemática e de Sistemas de Informação para debater um fator que influencia nas escolhas de vida: a tecnologia e o profissional do futuro, que foi o tema da Aula Magna Integrada. Na abertura do evento, a acadêmica Naise Filippe entoou o Hino Nacional.

“Devido às rápidas mudanças tecnológicas é impossível prever o mercado, daqui 20 ou 30 anos”, disse o palestrante, doutor Raul Sidnei Wazlawick, que é professor na Universidade Federal de Santa Catarina.

Segundo o doutor em Engenharia de Produção, é importante embutir nos acadêmicos a capacidade de adaptação: “O que aprendemos hoje se tornará obsoleto daqui alguns anos. Busquem desenvolver habilidades, aprender a aprender”, aconselhou.

O coordenador de Arquitetura, professor Emerson Souza dos Santos, discursou, representando os cursos do Instituto de Ciências Exatas, Agrárias, Tecnológicas e Geociências. Ele alertou sobre a possibilidade de redimensionamento de métodos e modelos, oportunizando interagir com outros meios.

Parafraseando Murphy, “Prever o passado é uma ciência exata”, o palestrante questionou: “Como seria o ano 2000 para alguém de 1910? Nesta época, as pessoas estavam voltadas para a navegação aérea e para a descoberta da máquina do tempo”, diz.

“Coisas que aconteceram, será que poderiam ter sido previstas?”, indagou, citando alguns exemplos: “Saberiam as pessoas que o facebook só seria maior do que três países no mundo (2006); que existiria uma enciclopédia maior e mais atualizada do que a Britânica, como é hoje a Wikipédia (2001); que o celular, que era do tamanho de um tijolo e custava 5 mil dólares, chegaria a mais de dois bilhões de aparelhos e uns até de graça (1991); que o videogame mais sofisticado, antigamente o Pacman, tornaria a indústria de jogos mais rentável do que a indústria de cinema de Hollywood (1981)”.

Não se pode ter como base as microtendências. Elas são voláteis e imprevisíveis, colocou. “O caminho, para o profissional do século XXI, é observar as macrotendências e considerar os objetivos perenes”, destacou, afirmando a necessidade de conhecer as tendências, para escolher o que estudar, onde se especializar e onde investir tempo e dinheiro.

Conforme o pesquisador, não é mais possível saber tudo sobre uma profissão. Não dá para conhecer o todo de forma abrangente e buscar o detalhe depois: “Há uma mudança social integrada à tecnologia. Com o aumento de mobilidade, inversão da pirâmide etária (número crescente de idosos) e fragmentação da sociedade, as pessoas tendem a se isolar e personalizar as atividades”.

No evento, que contou com o apoio da DEGEU (Diretoria Executiva da Gestão Universitária), foram arrecadados 900 pacotes e latas de leite, que serão doados para o Lar dos Bebês e Recanto da Criança. A gincana entre turmas chama-se Arquitetando solidariedade.

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