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Ex-aluna da Unipar recebe prêmio estadual

Publicado em: 01/04/2011 às 16:48

Formada em Letras, a professora Ângela Russi foi homenageada pela Câmara da Mulher Empreendedora, em Curitiba, por trabalho com crianças portadoras de câncer

Ângela Russi ostenta prêmio recebido
Ângela Russi recebe o Prêmio Responsabilidade Social
Ângela exibe sua coleção: projeto auxilia crianças portadoras de câncer (Foto Luci Lemes)

Além de dar um show de solidariedade e ajuda ao próximo, o projeto da ex-aluna de Letras da Universidade Paranaense – Unipar, Campus Umuarama, e professora de rede municipal de ensino, Ângela Russi, tem obtidos bons frutos por Umuarama a fora. Em 2009, ela lançou uma coleção de livros infantis muito especiais. Intitulada ‘Vire a Página’, a obra surgiu após a escritora vencer o câncer e, com divertidas histórias relacionadas a esta experiência, objetiva ajudar crianças a enfrentar a doença.

Devido à importância social desse trabalho, a escritora foi uma das homenageadas pela Câmara da Mulher Empreendedora e Gestora de Umuarama. Ângela Russi recebeu o Prêmio Responsabilidade Social em festa no Restaurante Madalosso, no dia 25 de março em Curitiba/PR. A atividade compõe as comemorações do Dia da Mulher pela Fecomércio (Federação do Comércio do Paraná).

“A premiação aconteceu no Restaurante Madalosso e foi especial. Acredito que foi um dos momentos mais especiais de minha vida. Fui convidada para a mesa de honra junto do presidente do Fecomércio Sesc Senac Paraná, Darci Piana, da presidente da Câmara da Mulher Empreendedora Paraná Elizabeth Lobo Elpo, do diretor do Sesc Paraná, Dimas Fonseca, da representante do governador Beto Richa, de deputados e vereadoras de Curitiba”, conta Ângela Russi. “Recebi o troféu como destaque na educação do Estado. O troféu é uma obra de arte do artista paranaense Luiz Gagliastri. Ao recebê-lo fiquei muito emocionada”, emenda.

Ângela Russi ainda relata que as mulheres de Umuarama, presentes na premiação, vibraram e fizeram o momento ser ainda mais bonito. Em relação ao prêmio que recebeu, se diz muito honrada. “Agradeço às mulheres da Câmara da Mulher Empresária e sua presidente Jane Bitencourt por ter sido escolhida para recebê-lo. Receber um prêmio chamado Responsabilidade Social é muito mais do que eu poderia sonhar há algum tempo”, declara. “Nunca pensei em nada assim. No princípio eu pensava que a coleção seria apenas para as crianças da Uopeccan. Agora que ela está em tantas mãozinhas brasileiras e até estrangeiras, fico mais feliz ainda. Espero que o prêmio faça a coleção mais conhecida ainda e assim chegue até muitas mais crianças”, emenda.

Ela ainda declara que ser reconhecida por seu trabalho como educadora é maravilhoso. “Sou professora há mais de vinte anos. A coleção Vire a Página é resultado também disso, pois a literatura sempre esteve presente em minhas aulas e sei do seu poder. Certamente é um marco na minha vida. Algo inesquecível”, ratifica.

“A Coleção está cada vez mais conhecida. Em novembro do ano passado fui convidada pela Fundação Cândido Garcia para ir a São Paulo participar da ONG Brasil, um congresso de ONGs brasileiras com repercussão internacional. Durante o evento pude apresentar o projeto ‘Vire a Página’ para muitas pessoas de todo o Brasil e fiz muitos contatos interessantes”, conta Ângela Russi. “Uma das coisas que mais me marcou lá foi o pedido de uma casa de apoio à criança portadora de HIV de Campinas. A diretora pediu que eu escrevesse para as crianças com AIDS como o fiz para as crianças com câncer. Foram dias inesquecíveis”, emenda.

Segundo a escritora, depois da Ong Brasil ela passou a receber encomendas: “Uma delas veio de uma escola paulista que comprou coleções para presentear seus professores ao fim do ano letivo. Recebi um e-mail dias depois dizendo que o presente foi muito apreciado e inspirador. A última encomenda foi de Pederneiras, interior de São Paulo. Uma senhora viu a coleção com uma pessoa que comprou no congresso e me ligou pedindo que enviasse a ela para que lesse para seu netinho de três anos que estava fazendo quimioterapia. Fiquei superemocionada. É por essas experiências que acredito cada vez mais no projeto”.

A coleção também já conta com novos livros. A escritora explica que já está com livros novos e uma coleção pronta e está em busca de patrocínios. “Os cinco livros dessa nova coleção abordam o tema 'diferenças'. São histórias sobre o amor e o respeito às pessoas vistas como 'diferentes'. Crianças especiais, religião, alimentação, educação e sexualidade são os assuntos que escolhi para contar as histórias”, diz.

Ela também adianta que tem muitos planos para sua coleção. “Conheci em São Paulo uma senhora que morou muitos anos na Inglaterra e trabalha exclusivamente com tradução para o inglês. Ela gostou tanto da coleção que se prontificou em traduzir os livros e temos falado sobre isso desde então. Minha filha está traduzindo para o espanhol. Depois disso quero buscar parcerias para que a coleção possa ser lida por crianças fora do Brasil em sua língua materna”, conta Ângela Russi.

“Responsabilidade social para mim é sinônimo de amor ao próximo. É muito recompensador poder fazer ao menos um pouquinho por quem necessita. Minha oração favorita sempre foi a Oração de São Francisco. ‘Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz (...) Onde houver desespero que eu leve esperança (...) Onde houver tristeza que eu leve alegria’. Minha primeira motivação para escrever foi levar esperança e alegria para as crianças com câncer”, coloca.

A Coleção Segundo Ângela Russi, a ideia para criar a coleção ‘Vire a Página’ surgiu no hospital, após um atraso para o tratamento de quimioterapia. Como não havia mais vagas na ala adulta, foi levada para a ala infantil. “Foi o dia mais difícil para mim. Eu sabia o que estava acontecendo comigo, mas será que aquelas crianças sabiam o que se passava com elas? Pensei, então, em ajudá-las com informação, com leitura”, relembra.

Ela ainda explica que o nome ‘Vire a Página’ foi escolhido por expressar o processo de quem passa por esta experiência do câncer e que precisa realmente virar a página e recomeçar. “Eu consegui e quero ajudar outros a virarem também”, diz. Químio, o Caçador, A Árvore Careca, O Anjo Querubim, A Vitória-Régia e Eu, no Espelho são os fascículos que compõem a coleção. As histórias trazem questões relacionadas ao câncer e seu tratamento.

Em Químio, o Caçador o objetivo da autora é dizer às crianças que a quimioterapia não pode ser encarada como a vilã do tratamento; em A Árvore Careca a intenção é ajudá-las a enfrentar a queda de cabelo; em O Anjo Querubim é incentivá-las a se aproximar de seu médico; em A Vitória-Régia leva-as a pensar a respeito da cirurgia; e, por fim, em Eu, no Espelho ela cria um recurso interativo, onde o leitor pode desenhar o que lhe causa tristeza, alegria, raiva, medo e como fica seu rosto ao sentir essa gama de sentimentos.

Para desenvolvimento da coleção, a professora contou com apoio do Rotary e da Fundação Cândido Garcia, entidade mantida pela Universidade Paranaense, com a digitalização e editoração feita na Agência Experimental (projeto do curso de Publicidade e Propaganda). O dinheiro que é arrecadado com as vendas vai para entidade que assiste pessoas com a doença.

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